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Marcos Resende Poemas

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Talvez Só. De Só a Só-Somente. Talvez,

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De UM talvez perdido

sentindo só.
Sentindo só
de uma procura (talvez) errad,
de um caminho andado em tempo, luz, espaço.

Só e o passo. A pressa.
Em pressa o passo.
Impresso o passo.
Apresso o passo
e o medo de estar só
sentindo o só apenas:
sem rumos definidos
e estradas que conduzam.

(Que de amar demais fiquei de amor vazio.)

Estrada sem paralela
para um destino TALVEZ;

em O caminho, em A estrada! E o sentido só.

! Melhor agora retornar em tempo!
(O passo em pressa.)
Que em meus caminhos debulhou-se o tédio,
que em minha voz morou o rouco do cansaço,
que de voar gastei em penas meus recursos,
e de penar demais matei o alegre que em mim corria.
Só. Corro.

Só, enquanto os dias caminhavam fartos.
Só, e a pressa de um encontro (?) a que apressavam os passos.
Só, e nem em ouro era a face véu da lua.
Só, e nem o rumo fôra o que se a mim propunha.

Simulacro.

Talvez perdido ― ou

até o só partir.
(Amadas.)

Em parceria com Otacílio Misael Corrêa Pereira


Varginha, 1969

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